fevereiro 16, 2008

Essa semana retornamos à faculdade, e eu confesso estar extremamente animada. Minhas expectativas se confirmaram quanto às disciplinas. Não houve sequer uma que eu não fiquei vidrada. Quando saímos da teoria para as técnicas a coisa muda. Ou até quando saímos da Comportamental para a Psicanálise também.

Esse mês completei 6 meses no meu estágio. Passou muito rápido. Comecei o ano com maiores responsabilidades lá dentro, e agora a faculdade também. A coisa vai pegar!

outubro 13, 2007

Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim

Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha estória
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez….

Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu

Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez
       
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder
    
Você foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o pior dos enganos que eu pude fazer

Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim

Sempre a diva! Dezembro me aguarda, Bethânia!

It’s over!

abril 28, 2007

Acabou! Hoje foi o último dia de um período de duas longuíssimas semanas de prova, além do término e entrega dos meus relatórios de estágio. Acho que estou 547 quilos mais leve. Estou agora livre para dar início ao meu projeto de iniciação científica, que será referente à compulsão por consumo - a oneomania – e os mecanismos de defesa relacionados, (após algumas reuniões com meu orientador, modificamos o tema para algo relacionado às motivações psicológicas que levam ao consumo, ou seja, o comportamento do consumidor e o modo como ele age enquanto receptor de influências de ferramentas como a mídia e o marketing) segundo a doutrina Psicanalítica. Fui à biblioteca e peguei O ego e seus mecanismos de defesa, de Anna Freud, e mais um Compêndio de Psiquiatria (acabei também não os utilizando no projeto). Tenho um mês pra entregar esse projeto ao comitê. 

  
 

Não existo sem você

abril 7, 2007

“Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim. Eu sei e você sabe que a distância não existe, que todo grande amor só é bem grande se for triste. Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer, pois todos os caminhos me encaminham à você. Assim como o oceano só é belo com o luar, assim como a canção só tem razão se se cantar, assim como uma nuvem só acontece se chover, assim como o poeta só é grande se sofrer. Assim como viver sem ter amor não é viver, não há você sem mim, eu não existo sem você.”

Eu não existo sem você -
Tom Jobim & Vinícius de Moraes

A música na voz de Maria Bethânia é belíssima, assim como todas as quais ela interpreta. Amei. Há tempos não ouvia algo tão bonito.

Já havia postado pouco por aqui, de repente sumo, e ainda esqueço o login e a senha do WordPress. Agora já os recuperei, e junto à isso, a vontade de escrever algo por aqui de vez em quando.

Peguei alguns filmes ontem: ‘O Último tango em Paris’ – de novo -, ‘Caçada Humana’ e ‘Morangos Silvestres’, intercalando-os nesse final de semana com resenhas, relatórios de testes, e livros sobre Ética.

Evitar o sofrimento

outubro 3, 2006

Privamo-nos para mantermos a nossa integridade, poupamos a nossa saúde, a nossa capacidade de gozar a vida, as nossas emoções, guardamo-nos para alguma coisa sem sequer sabermos o que essa coisa é. E este hábito de reprimirmos constantemente as nossas pulsões naturais é o que faz de nós seres tão refinados. Porque é que não nos embriagamos? Porque a vergonha e os transtornos das dores de cabeça fazem nascer um desprazer mais importante que o prazer da embriaguez. Porque é que não nos apaixonamos todos os meses de novo? Porque, por altura de cada separação, uma parte dos nossos corações fica desfeita. Assim, esforçamo-nos mais por evitar o sofrimento do que na busca do prazer.

Sigmund Freud, in ‘As palavras de Freud’
Sempre privamo-nos. Sempre, sempre.

“O amor bem nutrido e excessivamente submisso logo nos enjoa e cansa, como o excesso de uma iguaria agradável cansa o estômago (Ovídio). Julgam que os meninos de coro têm grande prazer com a música? A saciedade toma-a antes tediosa. Os festins, as danças, as mascaradas, os torneios alegram os que não os vêem amiúde e que desejaram vê-los; mas para quem o faz habitualmente o seu gosto torna-se insípido e desagra­dável; também as mulheres não excitam aquele que delas desfruta à saciedade. Quem não se dá tempo para sentir sede não poderia ter prazer em beber. As farsas dos saltimbancos divertem-nos, mas para os actores servem de obrigação. E a prova disso é que para os príncipes são de­lícias, é festa poderem às vezes travestir-se e descer à for­ma de vida baixa e popular, frequentemente aos grandes apraz mudar; e refeições frugais e asseadas sob o tecto de um pobre, sem tapete nem púrpura, desenrugaram-­lhes a fronte inquieta (Horácio).
Não há nada tão incómodo, tão enjoativo quanto a abundância. Que apetite não se repugnaria ao ver tre­zentas mulheres à sua mercê, como as que tem o grande se­nhor no seu serralho? E que prazer e que espécie de ca­çada buscara aquele ancestral seu que nunca ia para os campos com menos de sete mil falcoeiros? E, além disso, creio que esse brilho de grandeza causa inconveniências não insignificantes no gozo dos prazeres mais doces: eles ficam iluminados demais e expostos demais.”

Michel de Montaigne, in ‘Ensaios’

A dancinha em Suspicious Minds - música que dá agora nome ao blog que vou usar pra escrever nada - de Elvis em Aloha From Hawai, show gravado em 1973, é a mais empolgante, batendo até Fever. So sexy!

 E começa então o nada.

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